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As consequências da poluição

Artigo cadastrado dia 30/11/2017
Deputado Federal Jefferson Campos aponta estatística que mostra a gravidade da poluição para a saúde do ser humano, e que atualmente nove milhões de pessoas morrem no mundo, vítimas da poluição

Não é de hoje que estamos aqui a debater maneiras de tornar o nosso meio ambiente sustentavelmente mais saudável. Abordamos a pegada ecológica, falamos em reflorestamento, mas lanço a pergunta: o que estamos fazendo efetivamente para diminuir a poluição lançada na atmosfera?

 

Semana passada, abordei o tema do novembro azul e do câncer de próstata, o segundo que mais mata o homem, logo atrás do câncer de pulmão. O fato é que o câncer de pulmão é o maior assassino da humanidade nos dias atuais e sua incidência não se dá somente para fumantes, a poluição é a grande vilã quando abordamos este tema.

 

Anualmente, nove milhões de pessoas morrem no mundo vítimas da poluição, ou seja, da sujeira do ar que respiram. Os casos de câncer de pulmão crescem no mundo e a poluição também aumenta o risco de partos prematuros, além de contribuir para a obesidade da população.  

 

Nunca saber as condições da qualidade do ar foi tão importante e certos cuidados devem ser tomados num ambiente de extrema poluição, principalmente para pessoas que já tenham problemas como alterações cardiovasculares e pulmonares. Em áreas poluídas, é recomendável evitar esforços físicos ao ar livre.

 

Segundo um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP, que cruzou os registros de saúde de 5.542 bebês, nascidos entre abril de 2012 e março de 2014, no Hospital Universitário, com dados sobre os níveis de poluição dos endereços das mães, o aumento dos poluentes foi relacionado com uma taxa de 30% de partos prematuros e 37% de peso baixo ao nascer.

 

Já com relação à obesidade, um estudo feito em parceria entre a USP e a Unicamp, utilizando camundongos mostrou que os que foram submetidos a ambientes poluídos, engordaram mais do que um grupo que não foi, sendo que ambos eram submetidos à mesma dieta.

 

Na verdade, poluentes levaram a uma resposta inflamatória prejudicando o funcionamento do hipotálamo, que por sua vez, não recebe a informação trazida pelo organismo da saciedade. E, também, existem estudos que apontam os efeitos inflamatórios dos poluentes no pâncreas, prejudicando a produção de insulina e propiciando o diabetes.

 

O primeiro pensamento que nos ocorre é fugir para o campo, mas esta não é a solução. Precisamos vencer o desafio que é despoluir os grandes centros. Buscar meios de incentivar a indústria automobilística a investir em carros híbridos; diminuir as distâncias entre o trabalhador e seu emprego, entre o estudante e sua escola; investir em ciclovias e incentivar o uso de bicicletas, caminhadas; enfim, reeducar a sociedade.

São Paulo, se  gerasse um aumento de 24% na atividade física, poderia reduzir 7% nas mortes por doença cardiovascular, além de 5% menos casos de diabetes do tipo 2, segundo um estudo sobre o impacto de cidades compactas no The Lancet no ano passado.

 

Isto sem falar em intensificar campanhas antitabaco. Há muito trabalho a ser feito neste segmento e o quanto antes dermos início melhor será a qualidade de vida do nosso povo.

 

* Artigo extraído de discurso apresentado na Câmara Federal.

 

 

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