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Chega de violência nas salas de aula!

Artigo cadastrado dia 28/09/2017
Deputado fala sobre pesquisas que indicam o número de violências e agressões contra professores, ressaltando que é preciso solucionar e empoderar nossos mestres

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp - realizou um levantamento sobre a violência sofrida pelos professores do Estado de São Paulo. O resultado, para mim, foi chocante.

 

Mais da metade dos professores sofreu algum tipo de agressão na chegada e na saída das escolas, isto da rede estadual de ensino de São Paulo. Com relação aos estudantes 39% sofreram algum tipo de violência.

 

Para chegar a estes números, 2.553 pais, alunos e professores foram entrevistados no início de setembro. Dos professores, 51% já sofreu algum tipo de violência dentro das escolas. Dados que tiveram um crescimento de 7% nos últimos quatro anos. Já entre os estudantes, 39% foram vítimas.

 

Isto, como se vê, é resultado do descaso com a Educação e com sua estrutura. A desvalorização dos profissionais é refletida até mesmo na maneira como os alunos os encaram. Faltam funcionários nas escolas, falta legislação para punir pais e alunos desrespeitosos. Faltam equipamentos  de segurança.

 

Os professores, além de todos os riscos de assaltos por usuários de drogas do lado de fora de escolas de algumas regiões, sofrem agressões verbais e físicas em sala de aula. E isto é um problema recorrente. Enquanto não empoderarmos nossos mestres continuaremos relatando, com vergonha, este tipo de problema.

 

Há casos de alunos que ameaçam os professores prometendo violência na saída da escola. Ninguém vai responder judicialmente por isso? Não querem responsabilizar o menor? Responsabilizemos os pais então! Pois, a sociedade não tem que pagar pela falta de respeito e boas maneiras de certos adolescentes.

 

Voltando à complexa questão dos viciados utilizando drogas no entorno das escolas. Entre os entrevistados, 73% por dos pais disseram que se sentem inseguros no percurso até o colégio, assim como 69% dos estudantes e 60% dos professores. Permitirmos que dependentes de crack ou outras drogas as utilizem livremente pelas ruas, não é um problema somente de cada prefeito, é um problema de segurança do país. Se estas pessoas são consideradas doentes, que sejam tratadas dentro de clínicas de recuperação. Não é justo que os cidadãos de bem sejam obrigados a conviver com isso, que sintam-se acuados. Estamos lidando com esta questão de maneira muito frouxa. Deixando que cada um faça o que quiser e que o povo sofra as consequências.

 

Espero soluções mais eficazes das esferas estaduais, mas também creio que como parlamentares, podemos criar políticas públicas que visem reverter esta situação vergonhosa.

 

 

* Artigo extraído de discurso apresentado na Câmara Federal.

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