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Homenagem ao Dia da Bíblia

Artigo cadastrado dia 06/12/2017
Deputado Jefferson Campos faz homenagem ao Dia da Bíblia, contando a história e apontando seu valor e importância para os cristãos

No próximo dia 10, comemoraremos O Dia da Bíblia,  o livro sagrado que rege a vida de todo cristão.

 

Muito embora, a Bíblia tenha sido perseguida, proibida e, até mesmo condenada à fogueira, o fato é que ela chegou aos dias atuais e, pelo mundo, existem bilhões de exemplares, em diversas traduções e linguagens.

 

Para nós, cristãos, ela não somente é um livro histórico, como profético e de revelação. E, mesmo tendo sido estudada através dos séculos, muitas de suas páginas ainda envolvem mistérios.

 

A tradição em se comemorar um dia só dela teve início na Grã-Bretanha, no ano de 1549. Na ocasião, o Bispo Cranmer achou por bem incluir no livro de orações do Rei Eduardo VI, um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. Para especificar um dia, escolheu-se o segundo domingo do Advento, que é celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal.

 

No nosso país, o costume chegou junto com os primeiros missionários evangélicos vindos da Europa e Estados Unidos e, em 1850, começamos a celebrar também. No início, de maneira bastante discreta, uma vez que não havia liberdade religiosa, porém, a partir de 1880, esta situação foi se modificando e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizou. Em junho de 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil foi fundada e a tradição ganhou ainda mais força. Em dezembro deste mesmo ano, houve uma das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo.

 

As comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãos nos mais de 60 países que celebram a data.

 

Em meu ponto de vista, há muitos livros interessantes e de fácil leitura por aí, mas nenhum tão complexo e edificante quanto as escrituras. A Bíblia foi escrita por várias mãos, perpetuando histórias que até aproximadamente 1250 anos antes de Cristo eram passadas, oralmente, de pais para filhos. Seus livros e cartas são atribuídos a sacerdotes, reis, profetas, apóstolos, homens e mulheres, jovens e velhos, gente que como nós, buscava manifestar a existência e presença de um Deus forte e poderoso, que zela pela vida que criou.

 

Seu conteúdo levou mais de mil anos para ser escrito, encerrando com o livro de Apocalipse, escrito por João, anos após a morte e ressurreição de Jesus. Por conta dos lugares diferentes em que o povo morou, cativeiros, êxodos e conquistas destes mais de mil anos, a Bíblia foi escrita em três idiomas diferentes: o aramaico, hebraico e grego, sendo que a maior parte do Antigo Testamento foi escrita em hebraico, pois era a língua que se falava na Palestina antes do cativeiro. Após este período, o povo da Palestina começou a falar aramaico. No entanto, a Bíblia continuou a ser escrita, copiada e lida em hebraico, depois de um tempo, muitas pessoas já não compreendiam mais a Escritura Sagrada. Para que o povo pudesse entender a Bíblia, escolas nas comunidades e povoados foram criadas.

 

Só uma parte bem pequena do Antigo Testamento foi escrita em aramaico e, somente um único livro do Antigo Testamento da Bíblia grega, que tem 7 livros a mais que a Bíblia hebraica, o livro da Sabedoria, foi escrito em grego. Uma vez que, após as conquistas de Alexandre Magno, no século quarto antes de Cristo, o grego passou a ser a língua falada no comércio naquele contexto, o povo da Palestina falava o aramaico em casa, usava o hebraico na leitura da Bíblia e o grego no comércio e na política.

 

Por causa dos judeus que, depois do cativeiro, emigraram para o Egito e que foram esquecendo a língua materna com o passar dos anos, só compreendendo o grego, que era falado até no Egito, no século terceiro antes de Cristo, um grupo de pessoas resolveu traduzir o Antigo testamento do hebraico para o grego. Esta foi a primeira tradução da Bíblia e ficou conhecida como "Septuaginta" ou "Dos Setenta".

 

De tudo que se pode falar sobre a Bíblia, o mais importante é a forma como ela impacta a nossa vida, não somente por nos dar a conhecer mais sobre o Nosso Deus, mas por nos contar a história de outros homens, pecadores como nós, mas que conseguiram viver segundo o propósito de Deus para suas vidas. Nos mostrando que é possível sim viver uma vida em santidade.

 

A Bíblia também é um manual de ética para uma vida voltada ao amor pelo Criador e também pela criação, nos ensinando a amar, respeitar e ajudar todos que necessitam. Ela nos ensina a buscar o nosso Deus da mesma forma que Ele busca por nós.

 

Muitas vezes incompreendida, ela nos conta sobre pecados, virtudes, erros e acertos do povo. Narra histórias, guardados os contextos, muitas vezes parecidas com as que estamos vivendo e para tudo oferece um alento, uma saída ou uma solução.

 

Por tudo isso e muito mais é que comemoro e os convido a comemorar o Dia da Bíblia, não somente no segundo domingo do Advento, mas todos os dias de nossas vidas!

 

 

* Artigo extraído de discurso apresentado na Câmara Federal.

 

 

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